Tradição dos doces de Pelotas é seguida por famílias.

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Em maio, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu a produção das doceiras da região como patrimônio imaterial do país. Na 26ª edição, Fenadoce vai até 17 de junho.

Há 40 anos a doceira Onélia Leite trabalha com doces cristalizados em Pelotas, na Região Sul do estado. São receitas que aprendeu com a mãe e que seguem um ritual de preparo. Tradição que se estende a diversas outras mulheres que trabalham na área e movimentam a cidade durante a Fenadoce, que este ano está na 26ª edição.

“Tu vai fazendo, tu vai pegando o gosto. Coisa boa fazer uma tachada de doce! Antigamente não era assim, fácil com mexedor, antes era uma colher de pau, que tu levava e trazia até ficar pronto”, diz a doceira, que tem clientes também em Portugal e nos Estados Unidos.

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Onélia estava em Brasília no último dia 15 de maio, onde acompanhou o reconhecimento da produção das doceiras de Pelotas como patrimônio imaterial do país. Além dos cristalizados, os doces de ovos, nozes e outros ingredientes também são tradicionais e levam até certificado.

Os doces movimentam a economia de Pelotas, principalmente durante a feira. São 42 doçarias comercializam mais 200 tipos de produtos nos pavilhões do evento.

 Muitas doceiras aprenderam a fazer os doces com a família. Luciana da Silva, por exemplo, começou a fazer a partir dos ensinamentos da irmã.
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“Não deixando isso se perder, principalmente essas receitas tradicionais que nos trazem tanta alegria, que traz tanta importância para Pelotas.”

A fábrica de propriedade dela produz mais de 50 receitas. Atenção e carinho que a sobrinha de Luciana têm de sobra. A aprendiz acompanha o passo a passo de cada um dos doces e segue os passos da tradição na família.

“É muito importante, tanto pra nossa família quanto para Pelotas. (…) Feito com muita dedicação, delicadeza e com cuidado”, diz Thalia Silveira.

A Fenadoce segue até o dia 17 de junho. Para visitar, é preciso comprar ingresso no valor de R$ 12. O estacionamento, para quem vai de carro, é R$ 15.

Fonte:

Por Fábio Eberhardt, RBS TV

 

Fotos: Reprodução/RBS TV e arquivo pessoal

 

 

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